Passaporte furtado ou perdido durante a viagem, o que fazer? - Na Mochila da Mey Skip to main content

Hoje vou contar o que precisa ser feito quando isso acontecer…

Mas antes de tudo, preciso dizer que isso já aconteceu comigo! Então o que trago hoje aqui, é o que vivi na pele… 

Era junho de 2019. Em cima da hora resolvi fazer um mochilão durante as férias do meu trabalho, precisava de algo pra me reconectar – e olha onde isso me trouxe rsrs –  era altíssima temporada na Europa e eu estava chegando em Londres, no meu quinto dia de viagem. Era também a primeira vez que estava viajando sozinha para fora.

Então, ao chegar nesse destino, fui distraída por comerciantes de lojinha de bugiganga e, eu imagino que tenha sido nesse momento, que tive minha carteira furtada de dentro da minha mochila. Eu estava admirada com a cidade e realizando um sonho, então minha atenção não estava lá aquelas coisas, né?

De repente, ao precisar pagar por uma água, me dei conta de que não estava mais com a minha carteira. Chorei muito. Eu não fazia nem ideia do que precisava fazer para prosseguir com a viagem. Meu primeiro pensamento foi “pronto, vou ser deportada”. Liguei para amigos no Brasil que me ajudaram a pensar e me deram uma luz do que fazer. Parei um ônibus (porque não tinha dinheiro pra passagem) chorei para o motorista, ele me levou na garagem dos ônibus para verificar as câmeras (SIM EU FUI PARAR NA GARAGEM DOS ÔNIBUS DE LONDRES), os motoristas fizeram uma vaquinha e me deram 21 libras, carregaram meu celular, e eu pude comprar outro cartão de ônibus e ir até o consulado do Brasil em Londres. Primeira coisa: ir direto ao consulado do Brasil no lugar onde você está. 

Eu não sabia, mas eu deveria ter feito um Boletim de Ocorrência em Londres também. Eu fiz ele depois de 2 dias mas o correto era ter feito antes.

Chegando no Consulado, eu precisava pagar pelo passaporte emergencial, e ele custa 120 libras (hoje R$742,00) e eu não tinha dinheiro nenhum, meus cartões foram furtados junto com o passaporte e meu dinheiro em espécie. Mas aí eu lembrei que havia guardado um cartão de crédito em outro bolso do mochilão para uma eventual emergência. Quem diria que iria ser usado, mas né… 

Implorei ao consulado para fazerem na hora, porque era uma sexta-feira e eu tinha um voo no domingo. Eles fizeram, tiraram minha nova foto com o celular deles e, em torno de 25 minutos, eu saí de lá com o novo passaporte. 

Detalhe: o passaporte emergencial custa muito mais caro e é válido por apenas um ano. Tive implicações na imigração de Londres na saída, perdi o voo para o próximo destino e também fui barrada na chegada ao Brasil, mas isso é outra história…

Então a dica é: tente raciocinar e tenha sempre uma cópia do seu documento, além de cartões e dinheiro guardados separadamente. Faça o boletim de ocorrência e depois vá ao consulado.

E principalmente, guarde seus documentos e tudo que for vital e importante para a sua viagem numa bolsa colada ao corpo (como uma shoulder bag) ou então numa pochete por dentro da sua roupa.

Aqui no Brasil nós temos a péssima mania de pensar que só o nosso país é perigoso e que estamos treinados para tudo. E isso é um pensamento totalmente equivocado. Os famosos “pickpockets” ou batedores de carteira na tradução, estão por todo o mundo e, quando menos se espera, seu documento já foi e você nem viu.

Muita atenção ao andar na rua principalmente em locais muito turísticos como Londres, Paris, Veneza, Roma e por aí vai… e mais atenção ainda quando alguém te parar para oferecer ou falar alguma coisa. A chance disso ser um golpe é bem grande.

E você, já teve alguma experiência assim? Eu espero que não, mas se teve, deixa um comentário contando sua história.

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